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Artigos de Opinião



OPINIÃO JOVEM


A qualidade de vida na cultura europeia

Qualidade de vida é o termo que utilizamos para medir as condições de vida de um ser humano, tendo em consideração o lado físico, psicológico e emocional, que podem ser condicionados pelos relacionamentos sociais, por questões de saúde, educação, condições de habitabilidade, emprego e poder de compra. Como poderemos definir se temos ou não uma boa qualidade de vida, ou o que é uma boa qualidade de vida, quando enquanto ser humano temos tantas personalidades diferentes, vivências e padrões de vida tão dispares. Contudo, enquanto sociedade há padrões culturais que vincam os hábitos de região para região e que de certo modo nos levam a crer numa determinada qualidade de vida como a ideal. Em Portugal, para muitos, uma boa qualidade de vida passa por ter uma “boa” habitação, um “bom” emprego, um “bom” carro e saúde para poder gozar o que se tem. Enquanto sociedade europeia elevamos a definição de qualidade de vida, pois temos fácil acesso a bens e serviços, acabando cada individuo por desejar sempre mais e melhor para si.

Em muitos países do continente africano, qualidade de vida passa por ter água potável, melhores condições de habitabilidade e melhores agasalhos. Cada um de nós, ao longo do seu desenvolvimento e crescimento, define quais os objectivos que pretende atingir, estabelecendo assim, ainda que inconscientemente, a qualidade de vida pela qual lutamos diariamente. A maioria das vezes esse desejo é influenciado pelas circunstâncias em que estamos inseridos, sendo portanto influenciado pela sociedade. Enquanto jovem trabalhador luto todos os dias para atingir uma boa qualidade de vida. E num dia-a-dia tão preenchido entre trânsito, trabalho, clientes, amigos e família onde será que está a qualidade de vida? Vivemos cada vez mais numa sociedade ambiciosa onde nos deixamos arrastar e esquecemo-nos do que nos pode realmente tornar felizes, porque isso sim para mim é por onde passa a qualidade de vida. Se tivermos todos os objectivos concretizados mas não podermos desfrutar deles, de certo nunca nos sentiremos realizados, e nunca consideramos ter uma boa qualidade de vida.

Qualidade de vida para mim é: ao fim de um dia de trabalho (porque é indispensável que trabalhemos para nos podermos sentir úteis não só para que com a sociedade, mas também para que connosco), poder chegar à minha casa (que embora para muitos seja pequena é o suficiente para o meu conforto), ter os meus cães à minha espera para uma corrida, e poder partilhar tudo isto com a minha família e companheiro. Estou certa que com o avançar dos anos estes princípios vão alterando, mas isso será sinal que continuo na minha procura, não só pela qualidade de vida, como pela felicidade.

Joana Barros



 








OPINIÃO JOVEM


Por uma Europa empreendedora

Dizem os entendidos que ser empreendedor implica falhar. Dito de outra forma, o falhanço faz parte da vida de um verdadeiro empreendedor. Mas talvez poucos o reconheçam.

Numa época em que a palavra empreendedorismo é utilizada imponderada e invariavelmente para referenciar atitudes arriscadas e de sucesso por parte dos que se lançam numa aventura empresarial, talvez valha a pena uma breve reflexão que tenta apenas contribuir para a o necessário reverso da medalha.

Incentivar todo e qualquer jovem a lançar-se num desígnio empreendedor sem que lhe seja dada uma base social e humana forte pode resultar numa mudança para sempre irreversível no paradigma de valores por que se vem regendo a Europa há largos séculos. Sim, a saída da crise económico-financeira pode depender de uma Europa dinâmica e inovadora, mas se ‒ e só se ‒ os projectos empreendedores assentarem em valores fortes adquiridos pela partilha intergeracional que permitam apoiar o sucesso daí resultante ou amparar a falha, caso ocorra.

Tornar um processo de empreendedorismo simplista e fazer com que pareça fácil e acessível é altamente perigoso e demagógico. Não que as pessoas não devam tentar montar um negócio próprio a partir de uma ideia, de um sonho. Mas seria crucial, quem sabe até mais profícuo para o desenvolvimento de uma Europa sustentada e sustentável, criar-se desde já gerações que possam e queiram receber a riqueza infinitamente humana dos que conhecem a vida como a palma da mão. Não desfazendo outros continentes, existe neste nosso, uma sabedoria imensa que deve ser transmitida aos mais novos para que não se perca, mas, acima da tudo, para mudar o futuro desta velha Europa. Como no meio é que está a virtude, deveria, pois, tentar-se conciliar o desejo de uma Europa empreendedora e competitiva com a necessidade de uma Europa que aprenda com quem mais sabe, os Velhos.

Fomente-se a oportunidade a um potencial empreendedor de, antes de se lançar nessa aventura, fazer uma pausa de 6 meses a um ano para que viva num ambiente distinto daquele que conhece, e aprenda de tudo um pouco com os mais velhos. Que viva, conviva, trabalhe e socialize. Que cresça como ser humano, como pessoa. Como se de um estágio se tratasse. Não, profissional, mas de vida.

Nem todas as aves voam. Mas todas vivem. E as que aprendem a voar também tombam. Mais do que querer voar, as pessoas deveriam querer saber voar, nomeadamente os potenciais empreendedores. Porque se um empreendedor souber voar, saberá certamente levantar-se se tombar. Se a queda for demasiado grande, o melhor mesmo é mudar de rumo. Mas ficará a aprendizagem útil para qualquer outro caminho.

Errar, cair, recuar e mudar não são características de pessoas fracas. Assumir que estas fases são parte integrante de uma vida plena é sinónimo de inteligência e maturidade.

Quando, aos 14 ou 15 anos, se pede a uma criança, talvez ainda nem adolescente, para decidir firmemente o que quer ser quando for grande, está-se a inculcar uma preocupação demasiado grande a quem ainda pouco ou nada conhece da vida e do mundo. Por isso, não se lhe deveria exigir que essa decisão seja definitiva e vinculativa, como um contrato vitalício.

E, se de um ponto de partida para um outro de chegada, o potencial empreendedor fizer uma interrupção – como num vídeo em pausa – e tiver a oportunidade de conviver e aprender com uma geração sábia e conhecedora, já de uma certa idade, mudará para sempre o seu ponto de vista em relação à vida, afinal tão pouco absoluta, assertiva e rígida. Empreender é ter também coragem para parar e viver uma outra narrativa. Para, depois, poder retomar uma vida activa, como empreendedor ou não, mas uma vida seguramente mais rica.

Sofia Espada


Nota: Este texto não foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

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